4.12.13

As luzes do Natal estão aí.



Um dia eu ainda descubro pra onde foi minha inspiração e porque ela só dá as caras de meses em meses. Mas o fato é: voltei a pensar frases aleatórias e salvá-las em rascunhos como os de três anos atrás. 
Talvez a nossa mente borbulhe mesmo quando está uma bagunça, e talvez seja verdade que ninguém consegue criar nada genial se está em equilíbrio. Mas sei lá... O que é melhor? Divagar em meio a crises ou ser feliz sem pensar? Minha mãe me disse há uns dias que é melhor saber a verdade do que viver se enganando em uma ilusão.

Tenho me perguntado sobre o porquê de compartilhar da nossa vida com as pessoas se de pouco em pouco elas vão saindo dela. Se vão levando pedacinhos nossos e deixando alguns vazios. Mas vai ver a gente preenche esses espaços com partes novas nossas que não surgiriam se elas tivessem ficado. Partes novas que se formam com outras pessoas e outras coisas. E não é essa a graça? Ir por uns caminhos errados pra depois renovar as esperanças de encontrar pessoas que valem a pena e valem a espera. E aí eu percebo que tudo valeu a pena, mesmo passageiro. Momentos bons são passageiros, mas pasmem: os momentos ruins também. Isso faz a gente querer continuar. 
Há de chegar minha hora de encontrar frio na barriga e equilíbrio ao mesmo tempo na montanha russa. Alguns encontram isso antes, outros depois. Meu carrinho quebrou no meio do caminho e fez alguns desvios do percurso, mas eu vou chegar lá.
E enquanto isso ficar feliz por quem já encontrou, não deixar ficar tarde demais pra valorizar as coisas miúdas, perceber quem realmente tá aí pra ser copiloto e jamais se acostumar com o "nada dá certo". Nada de usar como desculpa a superstição de que o intervalo entre dezembro e janeiro vai mudar tudo. Pela primeira vez continuar, e não começar de novo.
E descansar...



Por que nunca pode ser simples?

Um comentário :

  1. Só passando pra dizer que esse texto é maravilhoso e me ajudou bastante, obrigada samy sarada :')

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