28.12.15

Quase certeza que já escrevi isso uma vez

Quase certeza que já escrevi isso uma vez.

Mas deixo novamente aqui minha admiração pela pessoa que começou a pôr em calendários esse tempo brilhante que o planeta leva pra dar um giro completo em torno do sol. O que seria das pessoas sem aquele ponto-e-vírgula que se repete toda meia noite do dia 1 de janeiro e aquele pontinho de pseudo-esperança de que tudo vai mudar que ele trás?

A cada dia que passa, a gente fica um dia mais velho também. E graças aos anos, a intensidade disso se descomprime dos 365 dias e sobra aquele único dia que a gente enfeita com balões coloridos e escolhe pra ficar feliz ao invés de se lamuriar.

Do mesmo jeito que a terra começa e termina sua revolução, a gente também recomeça nossa pequena revolução todo ano. E o pequeno pode ser maior ou menor às vezes. Mas o que importa é o que tá logo ali no meio: que pode ser. O verbo ser no dicionário tem uma pluralidade de significados: vem de existência, de condição, de pertencer. E vem também de preencher. Que nossa revolução preencha muitos lugares.

Deu meia noite, 00:00, 0 segundos. O mundo vai acabar. Fodeu. Fodeu? O sol podia nem aparecer mais. Mas vai. Vai ser uma revolução. E vai ser lindo.

Nenhum comentário :

Postar um comentário