19.2.16

Bomba-relógio

Sou uma bomba-relógio prestes a explodir. E por onde quer que eu passe vão me jogando por aí com medo da contagem regressiva.

Me sinto com 17 anos de novo, e finalmente faço justiça às minhas feições. Ainda vejo aquela menina no espelho. A menina frágil que sentia que nunca seria amada foi amada. Mas ela não sabia que esse tal de amor necessitaria de coragem e vontade também. Hoje, tudo o que eu quero é que alguém realmente queira lutar por mim.

Preciso parar de criar situações inimagináveis. De estabelecer prazos, de tentar desesperadamente me tornar interessante. Preciso parar de esperar mensagens e ligações que nunca virão, encontros pré-destinados que o universo não liga a mínima. Preciso parar de achar que o mundo inteiro tá contra mim. Porque não tá: ele tem coisas bem mais importantes pra se preocupar.

Eu aprendi nesses bons anos que não é o destino ou uma energia mística que vai fazer tudo acontecer. Quando as pessoas querem de verdade, elas fazem acontecer. E se não aconteceu, ainda bem: você acaba de poupar o tempo precioso que iria gastar se lamentando no final.

Uma bomba-relógio quebrada também fica certa duas vezes ao dia?

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