10.9.16

Carta pra você nº2

Nunca mais vou mais acordar do seu lado. Nunca mais acordei. Essa foi a despedida mais longa da minha vida — aproximadamente 9 meses esperando a ficha cair, até a data de hoje. E eu odeio despedidas. Há exatamente 365 dias eu realmente não acreditaria se você me contasse a história toda a partir dali. Antes por ser tão boa, agora por ser tão triste.

Mas eu fui feliz. Eu realmente não achava que encontraria amor assim, mas encontrei. Nem alguém assim. E isso já valeu por tudo, pode acreditar. Sempre vou levar comigo a lembrança de que um dia vivi duas vidas ao mesmo tempo e na sintonia mais bonita e imperfeita. E mereci. E sou muito grata por tudo.

Acho que amadurecer é descobrir que as coisas mudam e as pessoas tomam rumos diferentes — e aceitar isso. Hoje, eu aceito que aqueles planos e quase-imagens do nosso futuro não vão sair dos fundos do meu subconsciente. E que aquele CD que você gravou com as nossas várias-músicas não vai quase mais sair da gaveta. Sei que você já aceitou faz tempo. Acho que a gente amadureceu. Juntos.

Sei também que você vai encontrar tudo o que procura e não achou aqui. Seja lá onde for. Vai tropeçar em muito amor e coisas boas no meio do caminho. E se tiver algumas pedras, vai saber sempre cair e levantar de novo.

Queria ter dito isso e tantas coisas mais, mas as palavras nunca foram muito com a minha cara e sempre fugiram quando eu mais precisei delas. Ficar em silêncio enquanto você dirigia com um nó na garganta e escrever esse texto depois pareceu uma boa ideia na hora. Só faltou a trilha sonora pro fim do nosso filme. Se eu pudesse escolher, seria essa: https://www.youtube.com/watch?v=M-K1LhncFao, mas a gente é tanta música e você é tão música que nem sei.

Não sei como agradecer, nem como dizer adeus agora.

Então até logo.

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