17.11.16

Voa.



Saudade de quando eu olhava pra frente e via o infinito. Saudade da água salgada no cabelo, que fazia interferência pra que nenhum pensamento ruim conseguisse entrar. Esfoliei meus pés, lavei a alma e achei que nada mais a partir daí iria me afetar. A gente sempre acha que na volta pra casa tudo vai estar diferente.

Pasmem: nunca tá. A vida continua do mesmo jeito, seguindo o mesmo curso que seguia quando a gente deixou ela aqui. A gente volta e tudo volta junto. A tatuagem que eu fiz pra marcar o ponto em que eu me libertei de algumas amarras perdeu um pouco do sentido quando de repente eu me vi presa de novo. Mas sei que quando olhar eu sempre vou lembrar que consigo sair de uma gaiola — quantas vezes eu quiser. O segredo tá nesse último verbo. Eu tenho que querer. E quero. E vou.

Sou uma andorinha que quebrou as asas diversas vezes em um período que foi mais duro que todas as correntes de ar que já teve que enfrentar. Mas renasço como fênix. E transcendo. Não é de hoje que eu preciso me reinventar e nisso eu sei que tem muita gente por aqui pra me ajudar.

Voa, vai.

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